CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E ESTABILIZAÇÃO LOMBAR DINÂMICA

As técnicas minimamente invasivas permitem a resolução de grandes problemas com máxima efetividade e mínima agressão às estruturas não envolvidas na doença.

Efetuar uma cirurgia de maneira minimamente invasiva significa conhecer profundamente a doença a origem da dor vertebral e empregar as mais modernas técnicas cirúrgicas, tais como o artroscópico, a radioscopia, o navegador cirúrgico, os endoscópios, etc. para cura das doenças da coluna vertebral.

As estabilizações estáticas (artrodese vertebral), devido aos seus inconvenientes (eliminação de movimento da coluna, síndrome juncional, etc.), estão sendo gradativamente substituídas pelos métodos de estabilizações dinâmicas que preservam parcialmente a mobilidade da unidade funcional da coluna acometida.

Atualmente existem dois tipos de estabilizações dinâmicas:

  • Estabilizações dinâmicas baseadas em pedículos vertebrais
  • Estabilizações dinâmicas baseadas em processos espinhosos.
ESTABILIZAÇÃO LOMBAR DINÂMICA (DYNESYS)

O Dynesys é um procedimento minimamente invasivo para a estabilização da coluna em instabilidade moderadas e severas da unidade funcional decorrente da doença degenerativa lombar.

O termo “DYNESYS” significa: DY (DYNAMIC), NE (NEUTRALIZATION), SYS (SYSTEM).

O Dynesys foi inicialmente denominado de “Sistema Silhouette Dinâmico” e foi projetado para alinhar e estabilizar dinamicamente a coluna vertebral lombar (L1-S1) em um ou mais níveis contíguos (sem fusão ou artrodese), nas doenças que instabilizam a coluna vertebral (doença degenerativa lombar) com intuito de aliviar as dores nas costas e/ou nas pernas.

Esse procedimento cirúrgico consiste na implantação de um pequeno dispositivo nos dois lados das vértebras afetadas (parte posterior). O Dynesys é composto de parafusos de liga de titânio e espaçadores externos feitos de poliuretano cirúrgico (sulene) por dentro do qual passa um cordão de polietileno (semelhante ao nylon).

O sistema, diferentemente da artrodese (fusão de vértebras) foi projetado para ser usado sem enxerto ósseo e permite movimento controlado do seguimento motor sem os inconvenientes da artrodese (síndrome juncional).

O Dynesys foi idealizado por Dubois, na França em 1994. Teve aprovação para uso na Europa (CE) no ano de 1999 e foi introduzido no Brasil no início de 2004 (ANVISA). Já foram realizados mais de 100.000 procedimentos em todo o mundo.

O Dynesys tem sido a nossa primeira opção de tratamento cirúrgica em caso de instabilidade vertebral. A nossa experiência nos últimos dez anos tem mostrado resultados clínicos superiores à artrodese com a vantagem de ser menos agressiva, permitir rápida recuperação, menos dor no pós-operatório e rápida reabilitação. O sistema Dynesys preserva cerca de 25 a 30% da mobilidade diferentemente das artrodeses que deixam a coluna dura e sem movimento.

 

 

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE O DYNESYS

– Qual é o objetivo da cirurgia com Dynesys?

O Dynesis foi criado para proporcionar aos cirurgiões da coluna uma alternativa menos invasiva do que a artrodese vertebral para os pacientes idosos que invariavelmente apresentam saúde fragilidade e doenças associadas (hipertensão, diabetes, cardiopatia, etc.) com grande risco cirúrgico com as cirurgias convencionais. Depois de 20 anos de sua utilização no mundo inteiro, o Dynesys é considerado por muitos como sendo a primeira opção de tratamento cirúrgico quando se pensa em estabilizar a coluna lombar. O resultado é um implante espinhal único com vários importantes benefícios:

  • Aliviar a dor
  • Estabilizar as articulações afetadas
  • Preservar a anatomia da coluna da coluna
  • Permitir acesso cirúrgico minimamente invasivo (Wiltse)
  • Manter parcialmente a mobilidade espinhal
  • Diminuir a síndrome juncional

– Quais os pacientes podem se beneficiar com o Dynesys?

O Dynesys tem as mesmas indicações da artrodese (fusão vertebral), isto é, ele está indicado em pacientes com dor lombar crônica com ou sem ciatalgia após o insucesso com o tratamento conservador e outros procedimentos minimamente menos invasivos, tais como a nucleoplastia, microdiscectomia artroscópica ou microscópica.

As principais indicações cirúrgicas são:

  • Espondilolistese lombar degenerativa com ou sem estenose de canal vertebral
  • Espondilodiscoartrose lombar
  • Hérnia discal recidivada
  • Colapso vertebral segmentar

– Quais os pacientes não podem se beneficiar com o Dynesys?

  • Fraturas vertebrais
  • Osteoporose severa
  • Tumores vertebrais
  • Instabilidade lombar severa

– Qual é a duração média da cirurgia?

O tempo cirúrgico varia de 2 a 3 horas dependendo do nível de segmentos a ser estabilizado e da necessidade ou não de descompressão ou discectomia.

– Qual o tempo médio da internação?

O tempo médio da internação é de 3 dias. Permite-se ao paciente andar no dia seguinte à cirurgia para higienes pessoais.

– Quando eu começo a sentir alívio das dores nas pernas e costas?

O alívio das dores nas pernas é imediato após a descompressão neural ou retirada da hérnia discal. O alívio da dor lombar é progressivo ao longo do tempo.

– Como é o pós-operatório?

Após receber alta hospitalar, recomenda-se ficar em repouso por cerca de 15 dias para se obter boa cicatrização da ferida cirúrgica. Neste período são prescritos antiinflamatório e analgésicos para controlar a dor pós-operatória.

– Como é a reabilitação pós-operatória?

São prescritas atividades leves entre 15/30 dias; atividades moderadas entre 30/60 dias; atividades mais intensas entre 60/90 dias e vida normal após esse período conforme a evolução clínica do paciente.

– Como é o resultado em longo prazo com o Dynesys?

O Dynesys foi idealizado por Dubois, na França em 1994. Teve aprovação para uso na Europa (CE) no ano de 1999 e foi introduzido no Brasil no início de 2004 (ANVISA). Já foram realizados mais de 100.000 procedimentos em todo o mundo e os resultados clínicos tem sido bastante satisfatório e superiores se comparadas às artrodeses. Em dez anos de prática com essa técnica, nunca tivemos que reverter para a artrodese.

– Qual o cirurgião que está habilitado a fazer o Dynesys?

O especialista habilitado para fazer este tipo de cirurgia é o cirurgião de coluna, seja ortopedista ou neurocirurgião. O cirurgião deve ter experiência em efetuar artrodeses vertebrais e familiaridade com a via de acesso paramediana de Wiltse e na implantação percutânea (guiado por radioscopia) de parafusos pediculares. Além disso, deve receber treinamento específico na implantação do Dynesys em serviços de coluna reconhecido no Brasil ou no Exterior.

– Quais os tipos de complicações que podem ocorrer com o Dynesys?

  • Infecção cirúrgica: varia de 0 a 5% nos melhores hospitais.
  • Sangramento: previne-se pela realização de exames de sangue pré-operatório para se identificar distúrbio de coagulação e técnica cirúrgica acurada.
  • Lesão neurológica: previne-se pela realização do procedimento com técnica cirúrgica adequada e conhecimento acurado da anatomia da coluna e principalmente dos pedículos vertebrais com as estruturas neurais circunjacentes. Atualmente, todos os procedimentos têm sido realizados com monitorização neurológica, o que tem zerado esse tipo de complicação em nosso serviço.
  • Soltura dos parafusos: é baixo e se equipara à soltura dos parafusos em artrodese vertebral. Em dez anos de experiência, tivemos um caso de soltura de parafuso com subsequente infecção que foi resolvido com a retirada da mesma.

– Se por acaso o Dynesys não resolver o meu caso, terei algum problema quando for me submeter à cirurgia convencional (artrodese)?

Não. O Dynesys não altera a anatomia básica da coluna e se tiver que converter para artrodese, o cirurgião não terá grandes dificuldades. E é justamente por isso que o Dynesis vem tendo boa aceitação em todo o mundo. Em 10 anos de experiência com esse dispositivo no Brasil, nunca tivemos de converter para a artrodese.


ESTABILIZAÇÃO LOMBAR BASEADO EM PROCESSO ESPINHOSO (ELPE)

Os dispositivos interespinhoso baseados em processos espinhosos estão indicados para instabilidades vertebrais leves que necessitem associadamente de descompressão aberta de canal vertebral. Esse procedimento é realizado sob anestesia geral com incisão cutânea de cerca de 3-4 cm.

ESTABILIZAÇÃO LOMBAR BASEADO EM PROCESSO ESPINHOSO (ELPE)

Os dispositivos interespinhoso baseados em processos espinhosos estão indicados para instabilidades vertebrais leves que necessitem associadamente de descompressão aberta de canal vertebral. Esse procedimento é realizado sob anestesia geral com incisão cutânea de cerca de 3-4 cm.