BASES ANATÔMICAS PARA PROCEDIMENTOS PERCUTÂNEOS TRANSFORAMINAIS LOMBARES

Para a realização segura de procedimentos percutâneos transforaminais lombares é de fundamental importância o conhecimento acurado da anatomia da zona foraminal, principalmente da zona triangular de procedimento e da zona triangular de segurança.

A zona triangular de procedimento foi inicialmente descrita por Kambin e Brager (1987), como sendo espaço da zona foraminal, que tem como limites: anterior – o nervo, inferior – o platô vertebral superior da vértebra inferior e posterior – o processo articular superior da vértebra inferior. É a porta de entrada para a zona foraminal, onde se procedem aos procedimentos percutâneos transforaminais lombares.

A zona triangular de segurança foi inicialmente descrita por Mirkovic e tal. (1995), que a definiu como um espaço da zona foraminal, em formato triangular, onde poder-se-ia introduzir com segurança, cânula de procedimento em procedimentos percutâneos transforaminais lombares sem colocar em risco as estruturas vásculo-neurais circunjacentes. É o local onde são efetuados os procedimentos percutâneos transforaminais lombares.

Segundo Choi (2000), que realizou estudo de dissecção anatômica realizada em quatorze cadáveres humana frescos e num total de 100 zonas foraminais estudadas, concluiu que a zona triangular de segurança apresenta as seguintes características: limites: lateral – o nervo, inferior – platô vertebral superior da vértebra inferior e medial – a dura-máter espinal; admite cânula de procedimento de diâmetro externo progressivamente maior de L2-L3 a L5-S1 e a menor média encontrada ao nível L2-L3 foi de 7,55 mm e a maior ao nível L5-S1 foi de 12,59 mm, portanto bem acima da maior cânula que é utilizada atualmente que é 6,4 mm (fig. 5).